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Asma
22/11/2013
Publicado por: administrador

Asma

Anna Beatriz Perdigão Cordeiro

Doença inflamatória crônica caracterizada por hiper-responsividade e obstrução reversível das vias aéreas. Os sintomas apresentados durante as recorrentes crises (que podem ocorrer devido à exposição a irritantes inalatórios, ao frio ou durante a noite e primeiras horas da manhã) são sibilos, tosse, dispneia e opressão torácica. A asma atópica é o tipo mais comum, sendo uma reação de hipersensibilidade imediata (tipo I) mediada por IgE. 

O diagnóstico pode ser feito por meio da espirometria (volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF(1)) abaixo do normal, demonstrando a obstrução ao fluxo aéreo) ou , caso a espirometria se apresente normal, deve ser feito um teste de broncoprovacação para se averiguar a hiper-reatividade brônquica. A resposta à administração de broncodilatadores também é útil no diagnóstico. 

O seu tratamento consiste em dois momentos: a terapia de crise e a terapia de manutenção. Na terapia de crise, o que deve ser feito com urgência é a broncodilatação, já que a constrição das vias aéreas é o que causa os sintomas, como "fome de ar" e sibilos, além de poder evoluir para insuficiência respiratória e levar o paciente ao óbito. Nessa terapia, a primeira classe de medicamentos escolhida é a dos beta 2 agonistas, que irão agir aumentando o AMPc intracelular e levando ao relaxamento da musculatura lisa brônquica. Possíveis efeitos colaterais são: taquicardia, tremores musculares. Exemplos de fármacos: salbutamol, feneterol, terbutalina. A segunda droga de escolha é o brometo de ipratrópio, antagonista muscarínico, que promove a inibição do broncoespasmo, além de diminuição a produção de muco e aumentar a sua depuração. Efeitos colaterais incluem boca seca, ansiedade, tontura. A terceira opção para terapia de crise é a dos corticoides sistêmicos, como hidrocortisona, prednisona, que possuem propriedades antiinflamatórias, agindo tanto pela via genômica quanto pela não genômica. Os efeitos colaterais são muitos, como miopatias, obesidade centrípeta, úlceras, gastrite, psicose, aumento da pressão intracraniana, etc. Na terapia de manutenção do asmático, drogas muito usadas são os corticoides inalatórios (importante que se tenha o cuidado de utilizar afastadores, para prevenir doenças como candidíase oral) e outras, já em desuso, são as metilxantinas, alcaloides que agem pelo efeito analéptico e pelo aumento da depuração mucociliar, além de possuírem efeito broncodilatador discreto. Efeitos adversos: cefaleia, convulsão, taquicardia, taquiarritmias.

Fonte:

Bases Patológicas das Doenças - Robbins & Cotran - 8ª edição

Farmacologia Básica e Clínica – Katzung – 10ª. Edição – Lange.